Somos Humanos, mas muitas vezes no dia a dia, nos esquecemos desta condição intrínseca,
exigindo perfeição, colocando altas expectativas no outro e temendo qualquer iminência
do erro. Queremos a felicidade eterna, o prazer desmedido, como se a vida fosse
um contínuo de alegrias.
Pouco
nos preparamos para a nossa única certeza: a morte. Esta condição humana que
nos lembra a fragilidade, o fato de termos início, meio e fim, “em tese”. E que
somos recheados de falhas, erros e acertos, ambiguidades e
paradoxos inerentes a nosso SER.
Somos
integrais, ou seja, cada um de nós levamos dois lados, alegria e tristeza,
bondade e maldade, erros e acertos, prevalecendo cada lado dependendo das
situações.
Os
bens materiais, propriedades, dinheiro são importantes para sobreviver no
mundo, mas não fazem sentido sem a peça principal: o SER.
E
é nesse SER que nos familiarizamos, na essência somos iguais,
mais um nesse Mundão!
Ao
tocar uma alma humana é necessário somente outra alma humana, já dizia JUNG, e
isto independe da condição material mas da condição existencial.
São
valores que se expressam em atitudes, virtudes, afetos e empatia. Quando nos
aproximamos com o coração as desigualdades sociais passam a não ter mais
importância, pois o coração e alma estão “despidos” de preconceitos e
ambições.
E
este é o único modo de promovermos mudança, através de um verdadeiro encontro
de emoções, numa relação de reconhecimento de si e do outro, compartilhando
aquilo que temos de mais verdadeiro e duradouro: nossa essência.
Isso
ninguém nos tira, rouba ou destrói, pois é pertencente ao SER. Sua presença
pode ser corporal ou espiritual, pois existe dentro de cada um de nós e nunca
deixará de ter sua importância.
Um
SER que é capaz de aprender, desaprender e reaprender, pois esta é a grande
fórmula da vida!
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