“O homem nasceu para
aprender, aprender tanto quanto a vida permita. Cada dia aprendo um pouco mais
da vida. Sei que o labirinto também está
andando, avançando, evoluindo.O que a gente tem que aprender é, a cada
instante, afinar-se como uma linhazinha, para caber no fundo da agulha, que
cada momento exige...A gente só aprende bem, aquilo que não entende.E o que não
existe de se ver, tem força demais, em certas ocasiões.A vida é assim.O correr
da vida embrulha tudo.Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa.Sossega e depois
desinquieta.O que ela quer da gente é coragem.O que Deus quer é ver a gente
aprendendo, a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria e mais
alegre ainda, no meio da tristeza.Quem quer aprender aprende.Eu quase que nada
sei.Mas desconfio de muita coisa(...) Qual é o caminho certo da gente? Nem para
frente, nem para trás: só para cima.Ou parar curto, quieto.(...) Mestre não é
quem ensina, mas quem de repente aprende!”
Compartilho acima parte do texto de Guimarães Rosa, apresentado
durante o curso com Zélia Nascimento. Ao final do primeiro semestre, os
olhos enchem de lágrima, na alegria e contentamento diante de tantos
aprendizados, conteúdos de vida que tocam a alma, sentimento de gratidão!
Refletimos que ser alegre no meio da tristeza é ser comum,
saber a aprender com a dor, vivendo os conflitos que a vida nos oferece porque
ela não toma partido, não escolhe cor, raça, etnia, status social, apenas segue
seu caminho conforme as circunstâncias.A vida é conflito! Ela não exclui nada, apenas
convive, e convida o aprendiz a não se opor, pois tudo faz parte, se não faz sentido para
mim, faz para o outro.
A vida independe de vontade e caprichos, ela existe antes
mesmo de você existir, ela não está na história, nem no comportamento e cultura,
ela é o Agora, e a todo o momento te chama para caminhar, basta você colaborar e seguir seu fluxo!
“O curioso é que o Bem Estar não depende do conforto e nem de
situações favoráveis, mas simples e unicamente da sensação de ir em frente, na
certeza de que vale a pena VIVER” (Zélia
Nascimento)
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