Foi esse o “título” da mensagem
enviada por um leitor que se descreve como ex-romântico. Explica que, desde
muito jovem, sonhou em conhecer uma garota especial que o levasse a viver “esse
tal de amor”. Hoje aos 41 anos, ainda mora com a mãe e não casou talvez por não
ter encontrado a pessoa certa. Muitas decepções o levaram a concluir que esse
sentimento só existe no imaginário das pessoas. Acredita apenas no amor de mãe
e filho e de cão com o dono.
Segundo sua visão, as mulheres
não querem compromisso, pois parece que toda relação é descartável. Como cansou
de se ferir, deixou de lado o sonho de criança e se refugiou no sexo. Conhece
alguém, sai, mantém relações sexuais e depois cada um para seu lado.
Resumindo, procura não se apegar
a nenhuma mulher, assim ninguém se machuca.
Até que algo novo lhe aconteceu. Conheceu
uma mulher que o deixou encantado e paralisado desde a primeira vez que a viu. Paralisado
porque não esperava encontrar o que tanto desejava. Passou semanas conversando
com ela ao telefone e quando decidiu combinar de saírem juntos, ela
simplesmente sumiu.
Homens e mulheres solteiros
reclamam com frequência que encontram muitas dificuldades de manter um
relacionamento afetivo sério. Ninguém quer compromisso. Há de ter uma razão
para isso. O ritmo de vida de muita gente, aliado a outros tantos fatores que
variam de pessoa para pessoa, as impede de construir relações duradouras nas
quais é essencial a divisão, a compreensão, o abrir mão de determinados hábitos
e desejos. Compartilhar não é tarefa fácil, principalmente quando: o orgulho e
a necessidade de exercer poder pesam muito.
Tudo aquilo que é recorrente em
nossa vida nos mostra que estamos mantendo um mesmo padrão de comportamento. Se
sempre nos envolvemos com pessoas difíceis, descompromissadas, não quer dizer
que todas as pessoas são difíceis e avessas ao compromisso. Apenas estamos
fazendo algo que nos leva a atrair para junto de nós esse tipo de pessoa. Alguns
idealizam demais as parceiras, outras esperam dos outros e de si mesmo mais do
que podem oferecer. Há também os que se deixam contaminar pelos padrões que a
sociedade impõe. Se o verdadeiro amor existe? Muitos casais estão por aí para
provar. E eles também provam que ter amor não quer dizer ausência de conflitos.
Pelo contrário. Quer dizer saber administrá-los.
Texto de: Patrícia
Espírito Santo – Jornal Estado de Minas
Fonte: Zélia Nascimento
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